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Review - GrandChase 2018


Nome: Cleber Santos

Discord: Zephi#2098

Sobre: Tecnólogo em Redes de Computadores, Técnico em Informática e Eletrônica, sempre apaixonado por tecnologias eletrônicas principalmente as que envolvem games viu no site uma opertunidade de juntar pessoas que compartilham dessa paixão ou que simplesmente desejam saber mais como funciona esse universo vasto e que nos diverte a tanto tempo.

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Publicado em 17/12/2018 por Zephi

Para quem ainda não sabe Grandchase (sim, aquele jogo da KOG lançado em 2003 para PCs) voltou nesse mês passado (novembro/2018) no Brasil como um jogo para smartphones Android e iPhone, o jogo em si já existe na Korea desde Janeiro de 2018 sob o nome de Grand Chase For Kakao, portanto para quem já tinha baixado a APK e conseguido se virar no idioma Coreano não foi tanta novidade assim.

Usei o termo voltou, pois, o jogo em si é continuação direta do jogo de 2003, houveram vários spin-off durante esse período porém esse é o primeiro a continuar a história.

 

 


Como é o jogo?
GrandChase é uma continuação do jogo original, no entanto como é de se imaginar por se tratar de um jogo de smartphone não seria viável manter o mesmo esquema de gameplay, portanto o mesmo é diferente e voltado a telas sensíveis a toque.

Apesar de várias reclamações prévias ao lançamento, a KOG tem toda a razão em lançar o jogo para smartphones, afinal a plataforma mobile é muito mais popular no oriente (é só perguntar para o PSvita como ele durou tanto tempo no Japão), região de interesse primário da KOG.

Aqui no Brasil o jogo usa e abusa da nostalgia para angariar players, mesmo quem não é fã de jogar na tela do celular vai se divertir com o jogo (o/), durantes o mês de outubro desse ano tivemos várias propagandas no Youtube, promoções de registro pré-lançamento e o anuncio de o novo jogo utilizar os mesmos dubladores brasileiros do jogo de 2003 dão ênfase a aposta nostálgica.

O jogo em si está inteiro em PT-BR com erros de tradução quase imperceptíveis, coisa rara em jogos vindos do oriente para cá, a jogabilidade ficou muito boa para se jogar no celular, o esquema é bem básico que consiste em deslizar para andar, se aproximar para auto atacar, e clicar nas skills para dar dano ou buffs extra.

 


Cada personagem do jogo é chamado de herói, cada herói pertence a uma das cinco classes do jogo: Guerreiro (meele dps), Guardião (tanker), Mago (magic dps), Atirador (range dps) e Sacerdote (buffs e cura), e cada herói possui uma classificação que define sua força e raridade sendo a classificação: B, A, S e SR.

Raridade? sim para se escolher os heróis para jogar primeiro você deve obte-los via loja de invocação, baú de tesouros entre outros, como é de se imaginar quanto maior sua classificação, mais raro de acha-los será.

 


Uma vez com os heróis disponíveis você pode escolher até quatro por vez e montar um grupo para poder de fato jogar.

De resto é upar sua conta, upar seus heróis, conseguir equipamentos, aprimora-los e curtir a história do decorrer do game, que por sinal me pareceu bem sólida e com várias ilustrações e animações muito bem-feitas.


Para quem é?
Aqui no Brasil primariamente para quem jogou a versão de 2003 para PC, fora essa parcela, todos que gostam de jogar no celular e curtem jogos estilo J-RPG.



Qual o pulo do gato?
O jogo é gratuito para baixar na PlayStore e AppStore, com itens a venda por dinheiro real na loja dentro do jogo.

O pulo do gato consiste basicamente de dois fatores:

Primeiro: Caso tenha sido pescado pela nostalgia, você irá querer jogar com os heróis do primeiro jogo, e cara... como é difícil consegui-los, todos eles pertencem a classificação SR (o mais raro), via loja de invocação possuem a chance de 1% de serem conseguidos (aleatoriamente, não da para escolher qual), para tentar a sorte você precisa de 300 gemas (que na loja custam 9,90) ou de 1 ticket de invocação que eventualmente é dropado no jogo ou em eventos.

 



Eventualmente existem eventos de invocação que dão 100% de chance de vir um personagem SR pré-determinado nesse 1%, primeiro veio a Amy nesse evento e atualmente está a Elesis, ou seja você tem 1% de chance de tirar um SR que está o evento da vez.

Com isso quem é fanático por um herói em especial irá gastar até o forro do bolso para consegui-lo (ou não).

É a boa e velha estratégia do casino, você fica tão irritado de não conseguir que tenta de novo, e como todo bom casino, tem que ter pessoas ganhando em volta para você ficar mais irritado ainda, mas em um jogo single player como se faz isso?, simples se coloca do lado direito superior uma mensagem de broadcast avisando o nome do player que ganhou, o que ele ganhou e como.

Você completa dois objetivos em apenas uma ação, irrita e faz perder o bom senso do bolso de quem tentou e não conseguiu, e mostra o quão "fácil" é ganhar para quem está na dúvida se vale a pena tentar, afinal pela quantidade enorme de pessoas jogando, 1% delas ganhando ao tentar é suficiente para encher de mensagens na tela.

Segundo: As moedas do jogo, inicialmente é impressionante a quantidade que você recebe de moedas, até o NPC que você nunca viu na sua vida te dá uma quantia absurda de dinheiro, e até mais ou menos o nível 25 você se encontra com os bolsos forrados e percebe que não existe praticamente nada que pode ser comprado com elas.

Até que... você resolve aprimorar os heróis e os equipamentos, daí você percebe o quão desvalorizado o dinheiro do jogo passa a ficar... é a boa e velha estratégia de inflação exponencial, que lhe faz perder inicialmente o valor das moedas no jogo via flood e depois quando está com bastante tempo investido no mesmo, lhe faz ter que comprar moedas por dinheiro de verdade ou passar umas boas horas farmando para aprimorar apenas um herói.



Vale a pena?
Sim, apesar das características de um jogo "freemium", não se pode negar o empenho dos desenvolvedores nos gráficos, gameplay e trilha sonora, que curiosamente não inclui a música Hope em versão coreana, nem de 2003 (EDIT: Parece que nesse ultimo update ela voltou) nem de 2018 que existem no original, provavelmente por questões de direitos autorais, na tela inical existem apenas a versão instrumental de 2003 e uma versão japonesa de Hope de 2018, lembrando que em 2003 o jogo original que veio para o Brasil vinha com a versão coreana da música.

Outro ponto a ser considerado é a história, que conta com dois novos protagonistas se juntando meio que sem querer a GrandChase, psicologicamente fazendo a gente se sentir como se fizesse parte também.

 



Eu pessoalmente não joguei esse período no celular, instalei um programa chamado BlueStacks (https://www.bluestacks.com/) que cria um ambiente Android no Windows e permite jogar o mesmo no PC, creio que não conseguiria ficar todo esse tempo jogando em 5 polegadas de tela sensível ao toque.

 

O procedimento é bem simples, basta instalá-lo, abrir o programa, ir na Play Store, logar com seu email e em seguinda instalar o jogo, um icone será criado na sua area de trabalho no Windows e no BlueStacks, lembrando que para poder jogar é imprescindível que sua CPU suporte as instruções VT-d no caso de ser Intel e AMD-Vi no caso de ser da AMD, para conferir basta ir em https://ark.intel.com/ ou em https://www.amd.com/ e digitar o modelo do processador, na tela de resultados deve contar a seguinte informação (exemplo da Intel):

 

 

No geral, recomendo o jogo a todos que gostam de GrandChase e querem ver a continuação da história, ficando somente a cautela para não levar tão a sério o jogo para o mesmo não lhe levar a falência, gaste com responsabilidade e aproveite o jogo. ;)