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Artigo - Páginas Pessoais


Nome: Cleber Santos

Discord: Zephi#2098

Sobre: Tecnólogo em Redes de Computadores, Técnico em Informática e Eletrônica, sempre apaixonado por tecnologias eletrônicas principalmente as que envolvem games viu no site uma opertunidade de juntar pessoas que compartilham dessa paixão ou que simplesmente desejam saber mais como funciona esse universo vasto e que nos diverte a tanto tempo.

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Publicado em 25/08/2017 por Zephi

"Ei, já visitou meu site?"

Para aqueles que só conheceram o mundo da internet após meados de 2007 essa expressão pode soar um pouco estranha, mas antes das redes sociais se espalharem pela internet havia uma categoria muito popular de site que habitava a rede chamada de páginas pessoais.

Não, não me refiro a blogs, mas sim de sites criados na maioria das vezes por pessoas utilizando ferramentas para criação de páginas (como o Microsoft Frontpage, editor online entre outros), e apesar do nome "página pessoal" a maioria das vezes eram páginas voltadas ao algum conteúdo especifico, como músicas, programação, jogos entre outros, desde as mais elaboradas até as páginas mais estranhas (e sim até para a época eram estranhas), cheias de imagens e Gifs animados.

O objetivo dessas páginas era na maioria das vezes compartilhar interesses com outras pessoas, divulgar fotos ou simplesmente como canal de comunicação para qualquer pessoa que se interessasse pelo assunto, como em geral hospedagem (termo utilizado para descrever o serviço de armazenar e disponibilizar o site na internet) na época era caro, algumas empresas apostaram na modalidade gratuito para o usuário, e em troca exibiam propagandas em seu site, com isso retirando receita das visualizações do anuncio, o acabou alavancando a modalidade no Brasil.

Entre as empresas de hospedagem gratuita a mais famosa foi a Geocities, o qual hospedou milhares de páginas pessoais, já no mercado nacional, teve a HPG, a Kit.net, a Intermega entre outras, que fizeram bastante sucesso com os usuários até começar a perder público para os blogs e flogs (um tipo de blog especializado em compartilhamento de fotos), devido a facilidade de postar itens novos sem precisar mexer toda a hora no código do site.

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Posteriormente com a advento das redes sociais, as páginas pessoais acabaram se tornando obsoletas, uma vez que para divulgar conteúdo é muito mais simples colocá-lo direto no navegador, com a vantagem de selecionar o público-alvo, posteriormente a facilidade em acessar as redes sociais via dispositivos móveis jogou a pá de cal final nas páginas pessoais.

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Se por um lado a centralização da parte social ajudou a internet a se tornar mais acessível e mais fácil de se comunicar, por outro lado ela acabou também se tornando mais dependente dos mesmo serviços que as centralizam, as quais em uma eventual queda no serviço (na maior parte das vezes aqui no Brasil por motivos judiciais) causa transtornos e toneladas de artigos em sites de notícia, sendo uma das principais desvantagens de se ter em único lugar tanta concentração de usuários, no entanto devido ao efeito-manada se torna inevitável essa concentração, afinal pessoas querem o meio mais fácil de comunicar com as outras, e o primeiro passo para isso é utilizar o mesmo meio de comunicação.

Como curiosidade, o termo "navegar na internet" se deve principalmente ao fato de que como não havia lugares centralizados de conteúdo antigamente (havia fóruns, mas normalmente tinham conteúdo limitado), acabávamos navegando de página em pagina (muitas delas páginas pessoais) procurando conteúdo de nosso interesse, era muito comum também a chamada parceria, onde sites pessoais colocavam links (normalmente banners) se apontando, e assim se divulgando mutuamente e facilitando a navegação para os usuários.

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Devido a sua origem (a necessidade de divulgar conteúdos) as páginas pessoais se tornaram um marco importante na história da internet, pois foi o primeiro passo para que pessoas comuns (ou seja nem empresas, nem celebridades) pudessem se expressar e divulgar conteúdos para a Internet, alguns mais famosos, outros ficaram no anonimato, mas uma coisa é certa todos fizeram parte da história da Internet.